O símbolo

O símbolo do Hiper-humanismo não é uma imagem de origem religiosa ou “mística”. Como o próprio Hiper-humanismo, o símbolo vai além de referências ultrapassadas do pensamento tradicional. O símbolo é a projeção bidimensional de uma forma geométrica quadridimensional equivalente a um simples cubo.


E outras palavras, o símbolo é a sombra, numa superfície de duas dimensões (um plano, como a tela de um computador), de uma forma geométrica que existe em quatro dimensões espaciais, e não nas três dimensões que conseguimos perceber.

Projeção bidimensional de uma forma quadridimensional (representada por uma forma tridimensional em vermelho e azul).

Portanto, o símbolo representa a essência da primeira e segunda verdades propugnadas pelo Hiper-humanismo: a consciência humana opera numa projeção holográfica de uma realidade superior na qual realmente vivemos – o hipercontexto.

Projeção tridimensional de um cubo quadridimensional em rotação.

Na versão estilizada (colorida), a projeção bidmensional é delineada não por seu contorno tradicional, mas por quatro cores que remetem ao processo de individuação que C. G. Jung, James Hillman e Marie-Louise Von Franz decifraram em tratados e textos escritos de antigos alquimistas. O processo alquímico era também, de sua forma, a projeção (psicológica, não física) de operações que na verdade ocorriam na consciência humana, com o objetivo de implementar no centro dessa consciência aquilo que Jung denominou de Função Transcendente – um operador capaz de estabelecer comunicação entre a consciência do indivíduo e o centro da psique do qual ele faz parte.

O processo alquímico era dividido pelos alquimistas em quatro etapas, cada qual associada a quatro cores: negro (nigredo), branco (albedo, também identificado com a cor azul), amarelo (cinitritas) e rubedo (vermelho). Incluindo essas cores no símbolo estilizado, o hiper-humanismo traz a representação do sistema hiperdimensional do qual a consciência do indivíduo faz parte, e que ele pode compreender se manejar a linguagem arquetípica apropriada.

Por fim, em sua versão estilizada, o símbolo do Hiper-humanismo traz um dos símbolos tradicionais da consciência, o olho humano. Com esse elemento, alude-se ao mesmo tempo à singularidade, à Função Transcendente e à uma consciência que se situa para além do holograma em que vivemos.